Transferência: equipe da Santa Casa se empenha para transportar pacientes e salvar vidas

A Santa Casa de Ubatuba atende aproximadamente 124 mil pacientes todos os anos, sendo o único Hospital da cidade e oferecendo serviços de baixa e média complexidade em saúde. Todos os dias são centenas de atendimentos e quando um desses pacientes necessita de um tratamento não oferecido pela Santa Casa, entra em cena um grupo que não mede esforços para salvar vidas: a Equipe de Transferência.

O primeiro passo a ser dado é encontrar um hospital na região que tenha capacidade para atender os procedimentos complexos que o paciente necessita, e para isso é preciso incluir o nome do paciente no registro do CROSS – Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde – sistema que organiza e distribui as vagas hospitalares de urgência e emergência no Estado de São Paulo.

Encontrar uma vaga nem sempre é fácil e exige persistência e determinação da equipe, composta por médicos e enfermeiros. Quando a vaga é disponibilizada, o próximo desafio é aguardar a liberação da única ambulância UTI disponível na Santa Casa de Ubatuba. “A falta de veículo é o nosso grande problema, pois muitas vezes estamos levando um paciente até a cidade de São Paulo, e nesse tempo outro paciente precisa ser transportado e com apenas uma ambulância é preciso aguardar e esse tempo pode custar a vida de alguém”, explicou a enfermeira Renata Costa da Silva.

Por mês, a Santa Casa realiza de 30 a 40 transferências de pacientes que necessitam de atendimento mais especializado, geralmente pessoas que tiveram traumatismo craniano, infarto ou um Acidente Vascular Cerebral (AVC). As vagas podem demorar até uma semana para serem liberadas, ou adiantadas por meio de Boletins de Ocorrência e liminar judicial.

“Saúde é um direito do cidadão, se aqui não tem o recurso, o paciente precisa ser transferido para receber tratamento adequado em outro hospital. A liminar obriga que o Estado arrume uma vaga para esse paciente, que às vezes não é a estrutura que ele precisa, mas é a melhor naquele momento”, analisa Renata.

Vencida a etapa da vaga e do transporte, os médicos e enfermeiros ainda precisam convencer os profissionais de um hospital, geralmente lotado, a receber mais um paciente. “Muitas vezes somos humilhadas por chegarmos com mais um paciente em um hospital que já não cabe mais ninguém. Passamos horas dentro da ambulância, vencendo buracos, trânsito e estradas sinuosas, para ainda sofrer malcriação. É claro que eu trabalho porque preciso do dinheiro, mas também é muito amor envolvido na profissão. Ficamos felizes quando a transferência dá tudo certo. É uma satisfação muito grande salvar vidas, que vai além do dinheiro”, relata a enfermeira Glaucia Wirthmann.

Para Ângela Maria Pedrosa, que atua como secretária dos médicos, cada transferência realizada com sucesso é uma vitória. “Eu trato os pacientes pensando em como eu gostaria que tratassem a minha família, pois qualquer pessoa pode precisar um dia desses serviços. A gente quer que as coisas funcionem e para isso ficamos observando o sistema de transferência até mesmo quando estamos de folga. Quando a vaga é liberada é tanta alegria que a gente sai gritando pelo corredor de felicidade”, descreve Ângela, que chega a ficar horas no telefone para tentar agilizar uma vaga em hospital.

“A gente faz transferência por ideal, pois temos a consciência que trabalhamos em um hospital de poucos recursos. Então eu me sinto satisfeita quando eu pego um paciente que era evidente que iria morrer aqui e a gente transfere ele para um local que possui recursos, porque ele tem uma chance e nós o levamos até a última instância. É total ideal”, ressalta a enfermeira Renata.

Para o futuro, a equipe da transferência acredita que a inauguração do Hospital Regional em Caraguatatuba pode ajudar muito os pacientes de Ubatuba, assim como a entrega de mais uma ambulância UTI e uma ambulância simples, necessárias para suprir as demandas do município.

Nomes da equipe de transferência:

Dr. Fábio Carvalho

Dra. Simone Paiva

Enfermeira Renata Costa

Enfermeiro Junior Teixeira

Enfermeira Cinthia Cristina Santos

Enfermeira Raquel Tales

Enfermeira Glaucia Wirthmann

Disney A. Ferreira da Silva (condutor)

Luiz Castro (condutor)



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