Em dois meses Santa Casa de Ubatuba realiza 160 “Testes da Orelhinha”

Desde o mês de junho, a Santa Casa de Ubatuba passou a contar com uma fonoaudióloga na equipe do Hospital para a realização gratuita do exame denominado Emissões Otoacústicas Evocadas, popularmente conhecido como o “Teste da Orelhinha”, que detecta deficiências auditivas desde o nascimento, possibilitando o diagnóstico e o tratamento precoce de eventuais problemas auditivos.

A Triagem Auditiva Neonatal Universal (TAN), por meio do Teste da Orelhinha, é fundamental para o diagnóstico precoce e para a realização de procedimentos que irão minimizar os impactos da deficiência auditiva no desenvolvimento da criança. O exame também detecta alterações simples, como infecções no ouvido.

O exame se tornou obrigatório em todos os hospitais e maternidades e na Santa Casa de Ubatuba o procedimento vem sendo realizado pela fonoaudióloga Jana Marangon Corrêa, especialista em audiologia. Em apenas dois meses, foram feitos 160 testes no Hospital. “O exame não tem contraindicação, é rápido, não invasivo, indolor e de fácil aplicação. Consiste na colocação de um fone na orelhinha do bebê, acoplado a um computador, que emite sons e recolhe as respostas que a cóclea (caracol ou cavidade espiral da parte auditiva do ouvido interno) do bebê produz. O resultado sai na hora e o teste é muito eficaz, pois a detecção precoce da surdez permite uma intervenção imediata, fundamental para o desenvolvimento adequado da fala, da linguagem e do processo de aprendizagem do bebê”, explicou Jana.

A deficiência auditiva ocorre em um grande número de pessoas e atinge crianças e adultos. O impacto global da deficiência auditiva é significativo, causando atraso no progresso educacional das crianças e acarretando sérias consequências psicossociais para os que adquirem a perda auditiva ao longo da vida.

Segundo estudos científicos, a criança com problema auditivo tende a se calar e, consequentemente, ficar muda. Pesquisas apontam ainda que a prevalência da perda auditiva em berçário é de um a três em cada mil nascidos, enquanto que em bebês de alto risco (meningite, dengue, zika, rubéola, etc) corresponde a um para cada cinquenta nascidos.

De acordo com a fonoaudióloga, o Teste da Orelhinha deve ser realizado antes da alta hospitalar ou, no máximo, até os 28 dias de vida, pois depois desse período o bebê diminui as horas de sono e aumenta a atividade motora. “Quando detectado algum problema, o bebê é encaminhado para um serviço de referência na especialidade, onde são realizados a avaliação otorrinolaringológica e exames complementares”, descreveu.

Ainda segundo Jana Marangon, a pessoa que escuta bem será sempre um indivíduo melhor inserido na família, sociedade, escola e mercado de trabalho.



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